O impacto da imigração no setor agrícola: o caso do Alentejo

“os trabalhadores agrícolas de amanhã nascem no estrangeiro”

Phillips, 2003

A migração dos trabalhadores, tanto em termos geográficos como em termos ocupacionais de atividades relacionadas com a agricultura, consiste numa das maiores transformações neste sector no século XX.

O meio rural português tem sido caracterizado pelo elevado índice de desertificação, bem como pelo envelhecimento da população. Em paralelo a agricultura, principal atividade económica localizada no meio rural observou um declínio substancial em termos de preponderância no mercado laboral e na economia nacional. A combinação da falta de mão de obra e a os elevados níveis de concorrência tem incentivado um processo de reestruturação do sector agrícola, apostado fortemente na internalização.

A integração de trabalhadores estrangeiros e a expansão da procura de mão de obra no sector agrícola Português constituem um paradoxo atendendo ao declínio do meio rural observado no século XX. Este paradoxo constitui o ponto de partida deste projeto de investigação, que tem quatro dimensões principais:

1. Identificar as características, intensidade e determinantes da procura de mão de obra estrangeira no setor agrícola na região do Alentejo;

2. Analisar o perfil sociodemográfico e as expectativas dos trabalhadores estrangeiros inseridos no mercado de trabalho do sector agrícola na região do Alentejo

3. Examinar os modelos de proteção dos trabalhadores estrangeiros integrados no sector agrícola, avaliando os modelos de proteção da segurança e saúde 

4. Analisar o papel do estado na regulação dos fluxos imigratórios e o estatuto legal dos trabalhadores estrangeiros agrícolas

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Este projeto científico é financiado pelo Fundo de Asilo, Migrações e Integração – (PT/2018/FAMI/352) providenciado pelo Alto Comissariado para as Migrações.